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quarta-feira, 10 de abril de 2013

‘Churrasco é estado de espírito’ - Marcos Bassi


Açougueiro, churrasqueiro, chef e pensador da carne, Marcos Guardabassi, o Bassi, morreu no último domingo, aos 64 anos, vítima de câncer de pulmão. Bonachão, incansável e enérgico, reivindicava a popularização da fraldinha. Preparava o corte tão bem que a versão que está no cardápio do seu restaurante, O Templo da Carne, foi a vencedora do Prêmio Paladar 2011, na categoria Blitz da Fraldinha.
Nos anos 1970, Bassi contou com a ajuda do cliente e amigo José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o Boni, que na época era diretor da TV Globo, para batizar o skirt steak como fraldinha. Gourmet e enófilo, Boni foi um dos primeiros a reconhecer o talento de Bassi como assador. “Eu era cliente do açougue dele, e a primeira vez que ele assou profissionalmente foi na minha casa”, conta Boni.
O diretor de TV estava recebendo amigos na sua casa no Joá, no Rio, quando Bassi bateu à porta trazendo um monte de carnes. O segurança avisou que tinha um sujeito forte, de São Paulo, com cara de açougueiro. Boni mandou entrar e Bassi apresentou as carnes e assumiu a churrasqueira. Foi um sucesso.
O churrasco de Bassi era técnico, calculado. Mas ele dizia que “churrasco é um estado de espírito”. Gostava de compartilhar conhecimentos sobre carnes e fazia em média 50 palestras por ano. “Era um inovador”, diz István Wessel, seu concorrente por 40 anos, instalado a poucas quadras de Bassi no Bexiga. Wessel lembra que uma vez viu Bassi entrar carregando uma carcaça de boi no auditório do Maksoud Plaza, templo do luxo no início dos anos 1990, para uma de suas apresentações.
Era comum ver Bassi no salão do Templo da Carne, acompanhando de perto o movimento, conversando com clientes e dando dicas – nos fins de semana chegava a ser fotografado cerca de 40 vezes. Não parava nunca. Antes de sua última internação no Hospital Sírio-Libanês, mesmo cansado, foi avaliar uma casa em Moema, onde pensava em abrir um novo restaurante. O Templo da Carne continua sob o comando das filhas Tatiana e Fabiana, agora à frente da equipe que Bassi formou ao longo de anos.
Ilustração: Baptistão/Estadão
A TÁBUA DE BASSI
1. Cinza na brasa. Reserve cinzas do churrasco anterior e use-as sobre o braseiro da nova rodada. Assim, a gordura que cai das carnes não faz labaredas ao encontrar a brasa.
2. Na palma da mão. Encoste o polegar no indicador fazendo um “O”. Com a outra mão, aperte o músculo bem abaixo do polegar: é a textura da carne malpassada. Agora troque o indicador pelo dedo médio; sinta de novo a palma da mão: assim é a carne ao ponto.
3. Grelha alta. Carnes grandes devem ser assadas a 40 cm da brasa; muito grandes, a 60 cm.
4. Meça a temperatura. Coloque a mão sobre a grelha: se suportar até cinco segundos, o fogo está no ponto. Menos do que isso, está muito forte. Mais, muito fraco.
5. Gramatura do sal. Pedras grandes para costela, grãos médios para carnes de até 1 kg e grãos finos para carnes pequenas. Não use sal fino ou triturado, a carne fica salgada.
6. Nada de picanha grande. Picanha tem no máximo 1,100 kg pelo padrão do gado brasileiro. Se a peça for maior, você estará levando outra carne a preço de picanha.
7. Tostada e gostosa. Nas carnes grandes, passe a ponta da faca de leve sobre a gordura antes de levar à grelha. O calor e o sal vão penetrar deixando a gordura tostada e saborosa.
8. O ponto do suco. Para carne ao ponto ou malpassada: quando o suco começa a migrar para a parte superior, vire a peça; ao migrar novamente, já está na hora de tirar a carne da churrasqueira e levar para o prato.
9. Truque da fraldinha. Comece deixando a fraldinha a 15 cm do braseiro, por quatro minutos de cada lado. Depois, ponha a carne na grelha a 40 cm da brasa.
DE CARNE E OSSO
“Ele lutou muito pela carne brasileira. Tinha muito conhecimento de causa, coisa que poucos no nosso setor têm. É uma grande perda. O Brasil perde o número um do setor.”
Belarmino Iglesias, do Grupo Rubaiyat
“Se eu conseguir fazer 10% do que ele fez, posso morrer satisfeito. Foi um grande homem.”
Alex Atala, chefe do D.O.M.
“O Bexiga está de luto. Ele inovou muito nos cortes de carne. Sempre foi um inovador.”
István Wessel, da Wessel
“Ele foi o primeiro a tratar o churrasco de forma diferente. Era um artesão. E tinha um jeito meio Rolando Boldrin de contar histórias. Era um ser humano fora de série.”
Boni, diretor de TV

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Alzheimer exige cuidados especiais para alimentação

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A doença de Alzheimer provoca uma degeneração do cérebro que, de acordo com a Associação Brasileira de Alzheimer, atinge 5 em cada 100 idosos com mais de 70 anos. É caracterizada por sintomas como confusão, alterações na personalidade, perda na independência, comportamentos alimentares desordenados e perda de peso.

O mal de Alzheimer ainda é um dos maiores desafios da medicina moderna, já que pouco se sabe ainda sobre a doença. Por isso, ainda não foi descoberta uma cura e seus sintomas, que vão se tornando cada vez mais severos, afetam não só o paciente, mas todos os que o acompanham. Entre as principais desordens ocasionadas pelo Alzheimer a deficiência na nutrição do idoso é uma das mais complicadas, pois há interferência na mastigação e deglutição, no deslocamento para o preparo das refeições e, além disto, os idosos tornam-se mais distraídos e lentos durante as refeições. Todas essas novas condições podem fazer com que o desequilíbrio nutricional acarrete perda de peso e déficit nutricional.


Veja abaixo algumas orientações importantes para quem cuida de pacientes com Doença de Alzheimer podem favorecer a ingestão dos portadores desse mal no momento das refeições:

  • Deixar que o paciente o imite na hora das refeições, pois ele pode ter esquecido de como utilizar os utensílios, momentaneamente.
  • Somente remover garfos e facas quando perceber que o paciente realmente não mais tem condição de usá-los.
  • Minimizar ao máximo as distrações, durante as refeições, controlando o barulho durante as mesmas.  
  • As refeições devem ter uma excelente apresentação, através de cores e formas.
  • Tentar preparar os alimentos de forma mais familiar possível a ele, especialmente seus favoritos.
  • A temperatura dos alimentos deve ser checada para evitar que os pacientes queimem a boca. Eles podem não entender o desconforto e tornar-se mais agitados.
  • Alimentos crus e secos devem ser evitados, pois o perigo de engasgo é maior.
  • Oferecer líquidos a cada duas horas, para manter a hidratação adequada.

Não há um método preventivo comprovado cientificamente para o mal de Alzheimer, mas manter o cérebro sempre ativo pode retardar o processo, impedindo ou pelo menos atrasando o agravamento dos sintomas. Por isso, manter o interesse por novos assuntos, exercitando o cérebro, lendo livros e revistas, fazendo palavras-cruzadas e praticando jogos como xadrez ou cartas pode evitar as complicações desses males.

Algumas pesquisas também relacionam a menor incidência do mal de Alzheimer com a ingestão de alimentos ricos em ômega-3, como sardinha, salmão, azeite de oliva, óleo de canola, nozes, uva e brócolis. Embora ainda não totalmente comprovada, a prática pode ser perfeitamente introduzida aos hábitos de vida das pessoas, favorecendo a saúde em outros aspectos.
Via Saúde Plena http://www.divirta-se.uai.com.br/

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Pesquisa revela que cascas de frutas têm mais vitaminas do que as polpas


Casca de goiaba tem três vezes mais proteínas e 40% mais fibras que a polpa. Os dados estão numa pesquisa feita pela Universidade Estadual Paulista em parceria com SESI.