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sábado, 1 de janeiro de 2011

Digitalização de livros revela “genoma” da cultura

Estudo analisou conteúdo de mais de 5 milhões de livros e servirá de banco de dados para compreensão de fenômenos de comportamento

O artista Marc Chagall e seu vitral no prédio das Nações Unidas: estudo mostrou claramente a censura a seu trabalho na Alemanha nazista
Um estudo da Universidade de Harvard digitalizou 5.195.769 livros - aproximadamente 4% de todos os livros publicados até agora - para criar um mosaico de como a linguagem mudou ao longo dos últimos dois séculos. Entre as constatações: de que Deus não está morto, mas já esteve mais em voga; Freud é muito mais influente que Darwin, Galileu ou Einstein; e que as celebridades estão ficando cada vez mais jovens e efêmeras.
“Conseguimos uma vasta base de dados. Sabíamos que as palavras entravam e saíam de uso, agora isto pode ser comprovado e quantificado, agora teremos um grande trabalho pela frente para analisar esta quantidade imensa de dados”, disse Jean Baptiste Michel do departamento de psicologia da Universidade de Harvard e autor do estudo que levou quatro anos para ser concluído, e que está publicado na edição de hoje do periódico científico Science.
A equipe, que incluiu pesquisadores de Harvard, Google, Encyclopaedia Britannica, e American Heritage Dictionary, apelidou o estudo de "culturomics", fazendo um paralelo ao genoma – traduzindo para o português, seria algo como “culturoma”. O conjunto de dados, que está disponível para download em www.culturomics.org, tem cerca de 72% de texto em inglês, com quantidades menores em francês, espanhol, alemão, chinês, russo e hebraico.
O estudo começou quando Michel e seu colega Erez Lieberman Aiden, também do programa de Dinâmica Evolutiva da Universidade de Harvard, estudavam quando verbos irregulares em inglês passavam a ser regulares. Para isto, descobriram uma ferramenta importante e fizeram uma parceria com o Google Books. O passo seguinte foi analisar a evolução das palavras.

Gráfico em forma de nuvem mostra palavras mais frequentes do estudo do "genoma cultural"
Pizza, só a partir de 1960
“Agora temos mais dúvidas do que respostas. Temos um longo trabalho que será analisar o motivo que fez com que estas palavras se tornassem mais comuns ou menos comuns”, disse Michel dando o exemplo de “pizza”, que só começou a aparecer na literatura em inglês a partir da década de 1960.
“Primeiro pensamos que poderia ser por causa da imigração italiana nos Estados Unidos, mas depois nos demos conta de que a imigração ocorreu muito antes dos anos 1960, então acreditamos que isto esteja relacionado com a guerra, quando os americanos foram para a Itália e aprenderam o quanto a comida italiana é boa. Isto teve reflexo nos livros”, disse Michel ao iG.
A frequência das palavras vai mudando mesmo com o passar do tempo. A começar pelo número de vocabulário. Nos anos 1800 eram 60 milhões de palavras diferentes por ano; em 1900, 1.4 bilhões e em 2000 o número saltou para 8 bilhões. “Existem várias hipóteses, mas acreditamos que este aumento se deve ao avanço da ciência e da medicina que incrementou o vocabulário”, disse.
Cerca de 8.500 novas palavras surgem no inglês, anualmente, impulsionando um crescimento de 70% do léxico entre 1950 e 2000. Mas o estudo constatou que muitas dessas palavras não podem ser encontradas em dicionários.
Celebridades e censurados
O estudo também constatou que a fama vem cada vez mais cedo, de forma mais intensa e efêmera. Celebridades nascidas em 1950 tendiam a alcançar a fama com idade média de 29 anos, contra 43 anos das nascidas em 1800. A análise de livros mostrou ainda que os atores atingiram a fama mais cedo (por volta dos 30 anos) do que os escritores mais famosos (cerca de 40 anos de idade) e políticos (após os 50 anos). Mas os políticos acabam muito mais famosos, e por um período mais longo, que os atores mais conhecidos.
Outro ponto intrigante é o que se refere às figuras censuradas na história. O estudo analisou o caso de Marc Chagall: o pintor judeu foi mencionado apenas uma vez nos livros alemães digitalizados que foram publicados entre 1936 e 1944. Por outro lado, neste mesmo período, sua menção cresceu cerca de cinco vezes nos livros em inglês do mesmo período. Fenômenos parecidos aconteceram com o nome de Leon Trotski, nos livros russos e o termo “Praça da Paz Celestial”, nos chineses.
De acordo com Michel, a nova ferramenta poderá servir como uma comprovação para inúmeras hipóteses sobre questões históricas. “Os dados não mentem, são informações quantitativas, podemos usar isto como uma espécie de fóssil que pode evidenciar fenômenos das ciências sociais e humanidades”, disse.
Via UltimoSegundo

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BLU-RAY? Saiba tudo sobre esse novo formato de mídia!

Blu-ray é um formato de disco óptico da nova geração de 12 cm de diâmetro (igual ao CD e ao DVD) para vídeo de alta definição e armazenamento de dados de alta densidadApe. Compete para se converter no padrão de discos ópticos sucessor do DVD. Seu rival é o HD-DVD. O disco Blu-Ray faz uso de um laser de cor violeta de 405 nanometros permitindo gravar mais informação num disco do mesmo tamanho (o DVD usa um laser de cor vermelha de 650 nanometros).

Blu-ray obteve o seu nome a partir da cor azul do raio laser ("blue ray" em inglês significa "raio azul"). A letra "e" da palavra original "blue" foi eliminada porque, em alguns países, não se pode registar, para um nome comercial, uma palavra comum. Este raio azul mostra uma longitude de onda curta de 405 nm e, conjuntamente com outras técnicas, permite armazenar substancialmente mais dados que um DVD ou um CD. Blu-ray e HD-DVD dividem as mesmas dimensões e o aspecto externo. A Blu-ray Disc Association (BDA) é responsável pelos padrões e o desenvolvimento do disco Blu-ray Capacidade de armazenagem e velocidade Um disco típico Blu-Ray Um disco típico Blu-Ray Os discos BD vem em diferentes formatos de disco. * BD-ROM: Um disco que é só de leitura. * BD-R: Disco gravável. * BD-RW: Disco regravável. Um disco de camada única (Single Layer em inglês) Blu-Ray pode conter cerca de 25 GB de dados ou cerca de 6 horas de vídeo de alta definição mais áudio, e, no modo de dupla camada (Double Layer), este espaço é duplicado, podendo conter, aproximadamente, 50 GB.
Suporta os formatos de compressão MPEG-2, MPEG-4 e VC-1. A velocidade de transferência de dados é de 36 Mbit/s (54 Mbps para BD-ROM), mas protótipos a 2x de velocidade com 72 Mbit por segundo de velocidade de transferência estão em desenvolvimento. O BD-RW (formato regravável) padrão já está disponível, assim como os formatos BD-R (gravável) e o BD-ROM, como parte da versão 2.0 das especificações do Blu-ray.
Em 19 de Maio de 2005, TDK anunciou um protótipo de disco Blu-ray de quatro camadas de 100 GB. Outros discos Blu-ray com capacidades de 200 GB (oito camadas) estão também em desenvolvimento. Recentemente a TDK anunciou ter criado um disco Blu-ray experimental capaz de armazenar até 200 GB de informação em um único lado (seis camadas de 33 GB).[1] Dimensões Capacidade de uma camada Capacidade com camada dupla Capacidade com camada Quádrupla 12 cm, lado único 25GB (23.3GiB) 50GB (46.6GiB) 100GB (33.3GB/layer) TDK 12 cm, dois lados 50GB (46.6GiB) 100GB (93.2GiB) 8 cm, lado único 7.8GB (7.3GiB) 15.6GB (14.5GiB) 8 cm, dois lados 15.6GB (14.5GiB) 31.2GB (29GiB) Tecnologia O tamanho do "ponto" mínimo no qual um laser pode gravar está limitado pela difracção, e depende da longitude da onda de luz do laser e da largura da lente utilizada para gravar. No caso do laser azul-violeta utilizado nos discos Blu-ray, a longitude da onda é menor que nas tecnologias anteriores, aumentando portanto o aproveitamento do espaço físico no Blu-ray (0.85, comparado com 0.6 para DVD). Com ele, e graças a um sistema de lentes duplas e a uma camada protectora mais larga, o raio laser pode direccionar-se de forma muito mais precisa na superfície do disco.
Os pontos de informação legíveis no disco são muito menores e, portanto, o mesmo espaço pode conter muito mais informação.
Por último, mesmo com as melhorias na tecnologia, os discos Blu-ray incorporam um sistema melhorado de codificação de dados que permite guardar ainda mais informação. Outra característica importante dos discos Blu-ray é sua resistência aos arranhões e impressões digitais devido à sua morfologia. Os discos têm uma capa de substrato, cujo nome comercial é Durabis, que é composta por uma camada de substrato de 1,1 mm para um lado e 1 mm para o outro para permitir a criação de mais ficheiros de dados e o uso de um só lado.

Inicialmente, pensou-se em criá-los como cartuchos, semelhantes a disquetes de computador, mas a TDK descobriu um substrato que permite evitar os arranhões e facilitar a leitura (mesmo que agora eles sejam bem menos comuns) quando sujos de gordura. Esta nova característica será muito apreciada pelos utilizadores, porque dificulta o surgimento de defeitos como nos CD e DVD arranhados sendo, por isso, uma qualidade adicional quando comparado com o formato concorrente, HD-DVD.

Diferenças entre o Blu-ray, o HD DVD e o DVD Blu-ray HD DVD DVD Capacidade com lado único 23.3 / 25 / 27 GB (Camada Única) 46.6 / 50 / 54 GB (Camada Dupla) 15 GB (Camada Única) 30 GB (Camada Dupla) 4.7 GB (Camada Única) 8,5GB (Camada Dupla) Longitude da Onda do Raio Laser 405 nm 400 nm 650 nm Taxa de Transferência 54,0 Mbps 36,55 Mbps 11,1 Mbps Formatos Suportados MPEG-2, MPEG-4 AVC, VC-1 MPEG-2, VC-1 (Baseado no WMV), H.264/MPEG-4 AVC Resistência a arranhões e gordura Sim Não Não Divisão das Regiões As regiões do Blu-ray são diferentes das regiões do DVD[2] Código da Região Área A ou 1 América do Norte, América do Sul, Ásia excepto para China B ou 2 Europa, Médio Oriente, África e Oceania C ou 3 China, Rússia e Sul da Ásia. Curiosidades * A letra "e" foi eliminada do nome de forma intencional para permitir o registo da marca, já que a terminação "blue ray" é usada frequentemente e não pode ser registrada. * O disco Blu-ray baseado em um substracto de papel é menos prejudicial ao meio ambiente e mais seguro na hora de destruí-lo que os discos tradicionais. Esta camada superfícial, a que aderem os materiais normalmente, é feita de policarbonato plástico, que é o que o Blu-ray substitui por papel. O resultado é um disco em que o papel representa 52% de seu peso total, segundo afirma Sony.
* O novo console da Sony, PlayStation 3, tem um leitor de Blu-Ray incluido. * No Japão, os jogos custarão cerca de 5.000 ienes, equivalente a 35 euros ou 94 reais. Via Mercado Livre

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Delta do Parnaiba - Piauí - Brasil