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segunda-feira, 9 de julho de 2012

Copacabana - Joaquim Ferreira dos Santos

Aos 120 anos, a mais perfeita tradução do Rio

Entrei na Tonelero a 120 por hora para comemorar com estas 120 linhas, escritas em menos de 120 minutos, os 120 anos daquela senhora, ora ora, qual outra se não a de hoje e outrora, a Copacabana, a princesinha do mar, a que já foi sinônimo de pecado nos anos 50 e hoje é a muy distinta capital nacional da terceira idade, todos jogando biriba no Posto 6 e cruzando o bairro em carrinho elétrico da marca Freedom.

O Rio em um bairro só seria este aqui, um bom lugar para encontrar, para namorar e todos os eteceteras das muitas canções sobre Copacabana. É uma mistura de Zona Norte com Zona Sul, e eu digo tal sem preconceito. Na boa, nas boas, como essas garotas coladas, dando gargalhadas sem roupa, dentro dos orelhões da República do Peru.


Copacabana começa na Princesa Isabel, onde Antonio Maria e Rose Rondelli, a Miss Campeonato da Rádio Mayrink Veiga, namoravam numa suíte do Plaza, e vai até a medalha do Caxias no museu do Forte da Francisco Otaviano. No meio do caminho tem uma pedra, tem o apartamento do Drummond na Joaquim Nabuco, tem a casquinha de sorvete gigante na porta do Zero e tem as duas polegadas da Marta Rocha, vizinha do Caymmi na Souza Lima, extrapolando do maiô Catalina.


Copacabana é grande demais para caber numa crônica, num passeio de 120 linhas como esse que agora se faz pelas ruas do bairro a bordo do conversível do mesmo Antonio Maria, o triste morador da Fernando Mendes, o sujeito que um dia desceu para trocar um cheque no restaurante da esquina e enfartou na calçada do Rond Point, aquele da sopa de cebola, e hoje uma agência dos Correios.


Copacabana está sempre mudando de cara, já foi a dos Guinle, mas já lhe reinou também a Kátia Flavia com a calcinha exocet. Numa manhã de primavera o bairro inteiro foi tomado pelas braçadas da Lady Di. Ela começou a nadar na piscina do Copa, se estendeu pela Galeria Menescal, foi seduzida pelo som de um CD de sereias que saía da Modern Sound e depois voltou tudo de novo, nadando pelo piano do Sacha no Vogue e pela sopa de beterraba fria da Polonesa.


De vez em quando eu entro para passear de graça pelo mesmo Copacabana Palace de onde Lady Di saiu. Pego uma das maçãs verdes do lobby, me espanto como conseguiram espantar os pombos das mesas da pérgula, e vou ver no segundo andar a galeria de fotos de quem mais esteve onde agora estou. Gene Kelly, Mario Reis, Gina Lollobrigida, De Gaulle. Todos olharam por aquela varanda sobre a Atlântica e são sabedores de que existem praias tão lindas e cheias de luz, nenhuma com o encanto que ela produz.


Eu propriamente dito, moleque expedito, nunca aqui morei, mas já pratiquei outros cacófatos de caqui, uma mão, e erros diversos contra a cultura nacional, tendo sido o maior deles o fato de não ter filmado o dia em que Glauber Rocha, numa vila à direita da Rainha Elizabeth, me deu entrevista de sunga. O baiano mamava um charo de maconha que ia deste canto ao outro da página.


Copacabana é Deus e o diabo na terra do sol. Leila Diniz morou no Bairro Peixoto, a Miss Elegante Bangu desfilava no Golden Room, mas pelo lado do demo houve quem currasse Aida Cury. Eu estava na mesa ao lado quando o jogador Almir Pernambuquinho saiu em defesa dos Dzi Croquettes, num restaurante da galeria Alaska, e foi morto por portugueses que xingavam os bailarinos andróginos de “paneleiros”.


De tudo que é Copacabana eu provei um pouco, e tanto posso relatar uma cirurgia no Copa D’Or como uma orgia no clube de swing logo ao lado, porque isso aqui, ôoo, é um pouquinho do Brasil, e eu vivo de anotar essas mil frutas enquanto ando pelas ruas, chupando um sorvete, cumprimentando o Caymmi, o Braguinha, o soldado do forte, o Drummond, todos de ferro e mármore. Chuto chapinhas de guaraná Caçula no Beco da Fome, vou ao apartamento da Nara, tergiverso pelas esquinas, e quando eu vou ver me perdi das minhas reais intenções, o mesmo que periga acontecer com este texto que, agora me lembro, foi feito apenas para saudar os 120 anos desta velha senhora.


Entrei a 120 na Barata Ribeiro, parei a quatro dedos da vitrine de empadas do Caranguejo. Convoquei o Clovis Bornay na Prado Jr, a stripper Angel no peep-show da Serzedelo e o fotógrafo Antonio Guerreiro na esquina da Princesa Isabel. Alguns mais, outros menos, fomos todos da Juventude Transviada e, pode procurar nas fotos, estávamos na plateia que quebrou as cadeiras do Rian na estreia do “Balanço das horas” com o Bill Haley. As belas policiais que hoje comandam a Delegacia Legal da Hilário de Gouvêa compreenderão o delito hormonal, doravante já prescrito.


Copacabana há muitas, algumas quadríssima da praia, outras de fundos para o morro da Chacrinha. Tem a da música do Braguinha (“pelas manhãs tu és a vida a cantar”), tem a do Caetano (“esconde o superamendoim, o espinafre, o biotônico”), tem a do músico Fausto Fawcett que, do balcão do Cervantes, vê as mulheres passando e garante que todas elas vestem jeans da grife japonesa Mikome.


Qual é a sua Copacabana?


Eu conheço de vista aquele senhor que cantou “My way” no filme do Eduardo Coutinho sobre os moradores do Edifício Master e conheço não é de hoje o Paulo Coelho, morador do prédio ao lado do Lucas, atualmente na Suíça, mas que se por aqui estivesse a mim se juntaria nesta crônica de louvor a todas as Copacabanas reais e imaginárias.


A nenhuma delas ponho defeito nem derramo o pranto da saudade e do ah, como era bom, ah, como era glamourosa e black-tie. Foram-se os castelinhos na orla, é uma pena, mas lá está o Mae West do Oscar Niemeyer no Posto 6.


Certos dias eu prefiro a que se vê da piscina de azulejos negros na suíte de Dona Mariazinha Guinle, no Copa, em outros tantos subo com o De Plá até o Pavão-Pavãozinho e descortino o cenário patrimonial da Humanidade. O Sérgio Dourado encheu tudo de quitinete, o metrô encheu tudo de gente, um prefeito afastou o mar lá para longe. Não adiantou.


Copacabana, com seu colar de pérolas, com o seu sanduíche Cervantes, com seus fortes segurando a onda, Copacabana a tudo sobreviveu e parece tão deliciosa quanto as pataniscas do Pavão Azul, mais firme que a pedra do Pão de Açúcar ao fundo, mais eterna que os peitos de cerâmica da índia art déco na fachada do Itahy.

domingo, 8 de julho de 2012

Bruxismo pode causar dores e precisa ser tratado

Postado por Minha Vida

O problema acomete todas as idades e é causando principalmente pelo estresse 

Escrito por: Amanda Davanço




O bruxismo é o habito de apertar ou ranger os dentes. É muito mais frequente à noite, principalmente aos domingos, do que durante o dia, porém, em pacientes com quadro de ansiedade ou depressão ou que sofrem com as doenças de Parkinson e Alzheimer, o bruxismo pode se manifestar o dia inteiro.

Este hábito acomete desde as crianças e adolescentes até adultos e idosos. Na grande maioria das vezes o paciente não sabe que tem bruxismo, tomando conhecimento através da queixa do barulho noturno que o parceiro (a) nota ou através do exame clínico em consultório odontológico.

O bruxismo é causado predominantemente pelo estresse, que associado a respostas emocionais ativa o sistema nervoso e o sistema nervoso aciona uma atividade muscular intensa na tentativa de preservar alguns órgãos como, por exemplo, o estômago. Desta forma, descarregamos toda a tensão do estresse na atividade mastigatória ocasionando o bruxismo.  
"O bruxismo é causado predominantemente pelo estresse,mas pode estar associado a problemas no encaixe dos dentes"
Sabemos também que o estresse é a principal causa, mas não é a única. Associamos também ao bruxismo os problemas oclusais, quer dizer, no encaixe dos dentes (entre a maxila e mandíbula), que quando estão em desarmonia pode desencadear o hábito de apertar ou ranger os dentes.

Na infância, o bruxismo é muito comum. Podemos associar como causa, a fase intermediaria da troca dental em crianças que ainda apresentam dentes de leite e dentes permanentes e que, por isso, o crescimento ósseo e muscular ainda está sendo estabelecido.

Alguns biótipos, como aqueles indivíduos que tem o rosto mais quadrado (branquecefálicos), apresentam o músculo da mandíbula (masseter) bem desenvolvido e, por isso, o bruxismo pode ocorrer mais facilmente.  

Eu tenho bruxismo?

Conheça aqui alguns sinais e sintomas que caracterizam o problema:

- Sensação de cansaço muscular na face
- Dor na face
- Dor na cervical (região posterior do pescoço)
- Dor de cabeça - Dor na articulação da mandíbula e maxila, próximo ao ouvido
- Problemas gengivais
- Perda óssea ao redor do dente
- Mobilidade dental
- Fratura dental
- Desgaste dos dentes
- Erosão entre a raiz e a coroa dental, formando uma concavidade nesta região 




Não importa a causa do bruxismo, o restabelecimento da harmonia oclusal reduz muito a dor e o habito de ranger os dentes.

Placa de mordida ou placa mio relaxantes, é uma maneira de proporcionar um espaçamento forcado entre a maxila e mandíbula, desta forma há um relaxamento muscular seguido de um alivio da dor e diminuição do hábito.

Em alguns casos mais graves sugerimos a aplicação de Botox na face para diminuir a atividade muscular. Isso é muito usado em pacientes com Alzheimer, por exemplo, que apresentam um bruxismo severo em determinada fase da doença e são pouco colaboradores para um ajuste oclusal ou mesmo o uso de placa de mordida. 

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Como colocar meu nome em um pendrive

Aprenda duas maneiras diferentes de renomear seu pendrive!
Na época dos disquetes, as embalagens traziam etiquetas especiais para identificar essa mídia. Com os CDs eliminaram-se os adesivos, mas ainda tínhamos a opção de usar canetas especiais para escrever sobre o próprio disco.
Com a popularização dos pendrives, não é mais conveniente escrever sobre a superfície da maior parte dos dispositivos. Porém, o usuário ainda tem a opção de alterar o nome da mídia removível, que é exibido quando ela é conectada a um computador.

Pré-requisitos

Neste guia, vamos abordar duas maneiras de modificar o nome do seu pendrive. Nenhuma delas exige softwares ou conhecimentos especiais: basta plugar o disco removível na porta USB e seguir as instruções abaixo.

Faça você mesmo

A primeira maneira é clicar com o botão direito do mouse sobre o ícone do disco e escolher a opção “Renomear”. Assim, o usuário pode alterar o nome do pendrive como se estivesse renomeando um arquivo qualquer.
O segundo jeito é trocar o nome nas propriedades do pendrive. Para acessar essa janela, basta clicar com o botão direito do mouse sobre o disco e escolher a opção “Propriedades”. Na aba “Geral”, procure o campo de texto que fica ao lado do ícone do dispositivo; é nesse lugar que se altera a identificação da mídia removível.
Esses são os métodos mais fáceis de renomear o pendrive. Certamente existem outras maneiras, porém os processos de personalização deste guia são os mais simples e não exigem nenhum conhecimento avançado de informática ou privilégios de administrador da máquina.

terça-feira, 3 de julho de 2012

Como achar vídeos facilmente no YouTube

Postado por Techtudo
 
Se achar conteúdo na Internet é fácil, eventualmente alguns se mostram um desafio. A busca por vídeos no YouTube é da mesma forma. E se na maioria das vezes achamos algo com apenas uma tentativa, em outras podemos passar um bom tempo pesquisando. Descubra no passo-a-passo abaixo como achar vídeos facilmente no YouTube.
Passo 1. Assim como na busca do Google, algumas formas de achar conteúdo são semelhantes no YouTube. Esse é o caso da procura por expressões exatas, que usam aspas para delimitar a busca como “aula de matemática 3”;
Passo 2. Para buscar o nome dos vídeos é preciso utilizar a expressão allintitle (“allintitle:tutorial photoshop”);
Passo 3. Outro recurso para pesquisar uma palavra dentro dos resultados é inserir o símbolo de soma antes como “TechTudo+Android”. Para excluir resultados, que contenham determinado termo, é preciso utilizar o sinal de subtração;
Passo 4. Algo bem útil é buscar somente por vídeos acrescentados recentemente. Para isso, insira uma das expressões “today”, “this week” ou “this month”, seguidas de vírgula. Algo como “today, lançamento iOS 6”;
Passo 5. Para pesquisar dentro de vídeos de um canal, basta acrescentar a expressão “channel” antes do conteúdo com uma vírgula após. Por exemplo “channel, maspoxavida, lola”;
Buscando dentro de um canal no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)Buscando dentro de um canal no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)
Passo 6. Para buscar conteúdo direto das listas de reprodução, sem precisar ficar escolhendo as músicas, adicione a palavra “playlist” na busca;
Procurando por listas de reprodução no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)Procurando por listas de reprodução no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)
Passo 7. Se você quiser procurar conteúdo tridimensional, acrescente o termo “3D” juntamente com a expressão que busca separado por vírgula na pesquisa;
Buscando conteúdo 3D no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)Buscando conteúdo 3D no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)
Passo 8. Para procurar material em alta resolução (720 ou 1080 pixels), basta acrescentar a expressão “HD” para acessar conteúdo de qualidade;
Passo 9. Poucas pessoas sabem, mas o YouTube abriga diversos filmes completos e para achá-los, basta acrescentar a palavra “movie” na busca (“movie, tropa de elite 2”);
Procurando filmes completos no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)Procurando filmes completos no YouTube (Foto: Reprodução/Teresa Furtado)
Passo 10. Você pode mesclar passos anteriores como o oito e o nove, e obter resultados de filmes em alta resolução.

Madonna - Evita - Don't Cry for Me Argentina (1996)