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sábado, 27 de agosto de 2011

Carta de horas escuras, por Aglaé Gil

Hoje, a carta reflete algumas nuances que nos fazem sombra,por esses dias. E que dias!
Olho para a tevê e fico aturdida com o vejo, ouço. Cenas de filmes antigos agora são realidade, coisa banal para muita gente.
E eu, que gostaria de registrar marcas bonitas, me pego pensando e escrevendo as mesmas letras que descrevem hostilidade, ignorância, falta de humanidade.
Passamos do ponto.
Estamos à solta num mar de egos vazios e calculistas que profanam o sagrado de ser humano para adorar mais, bem mais do que simplesmente dinheiro: nem ao menos se sabe o que se adora, o que se persegue.
Uma multidão insana cuja idade não importa, comporta-se com maldade gratuita usando uma máscara de horror e sentindo um prazer assustador nisso.
Passamos do ponto.
Já estamos além de um liite plausível de  idolatria ao nada.
E escrevo cartas para pedir socorro.
E escrevo cartas para encontrar vozes iguais à minha.

4 comentários:

Antonio Guimarães disse...

Nem me atrevo a agregar algum comentário ou explicação, apenas me junto ao pedido de socorro.

ORACY disse...

Antonio, sinto bem esse abraço de mais uma voz unida à minha. Um abraço. Afeto.

Lúcia Fonseca disse...

Peço licença para me unir a voçes, Antonio e Oracy...Socorro!!!
Confesso a minha ignorância...não conhecia Aglaé Gil!!! Quanta lucidez!!! Obrigada Oracy por compartilhar

Aglaé disse...

Lúcia, obrigada. Um abraço amigo.