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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

6 maneiras de nunca se perder na cidade sem GPS

Agora é muito mais fácil ir para qualquer ponto da cidade que você desconhece. Novos celulares já vêm com GPS para que encontremos caminhos de forma rápida e segura. Mas algumas vezes o GPS não funciona, a bateria pode acabar ou quem sabe até estragar no meio do caminho.
Em um momento como esse, não há motivos para entrar em pânico. Mesmo sem GPS, mapas ou pessoas por perto para pedirmos indicações, é possível encontrar caminhos com as próprias dicas da cidade ou da natureza.
A navegação natural pode ser o que você precisa para descobrir onde você está. Ela é uma forma de navegar pelas ruas sem o uso de mapas, bússolas ou qualquer outro instrumento, se baseando no conhecimento e na dedução, e depende da consciência de direção ao longo de cada jornada.
1 – Antenas de TV por satélite

As antenas receptoras de televisão por satélite estão espalhados por toda cidade e podem te tirar de uma fria. Isso porque elas não são colocadas em uma posição ao acaso, mas apontadas para um satélite geoestacionário, que permanece sempre sobre o mesmo ponto na superfície da Terra.
No Reino Unido, por exemplo, há um tipo de aparelho via satélite dominante. Portanto, quase todas as antenas tendem a apontar na mesma direção, perto do sudeste.
2 – Igrejas e outros tempos religiosos

Desde os primeiros tempos, edifícios religiosos foram construídos em pontos específicos que dão dicas de direção. Igrejas cristãs são normalmente alinhadas de oeste para leste, com o altar apontado para o extremo leste, para o nascer do sol. Lápides também são alinhadas nesse sentido.
Para encontrar a direção dentro de uma mesquita, você precisa olhar para a parede, que indica a direção para a oração. Esse local que indica a direção, conhecido como al-Qibla, mostra o lado em que está a Meca, em qualquer mesquita do mundo.
Já as sinagogas, normalmente colocam a Arca da Torá no extremo leste, posicionada de modo a orar em direção de Jerusalém (sinagogas em países do leste de Israel posicionam a Arca de Torá para oeste).
3 – Direção do vento

O vento normalmente vem sempre na mesma direção, dependendo do local onde você está. Isso resulta em padrões de erosão assimétricos em edifícios, similar à erosão vista na natureza.
Observe como os cantos de edifícios mostram padrões sutilmente diferentes de intemperismo. Algumas vezes um dos lados apresenta mais mudança de cores, indicando a marca de chuvas e poluentes trazidos em maior quantidade pelos ventos.
Árvores também podem indicar direção. Algumas vezes o topo de uma árvore é mais tombado para um lado, indicando a direção do vento predominante.
4 – Fluxo de pessoas

Navegantes do Pacífico seguiam os pássaros em busca de terra. Não temos navios, mas carros, e podemos fazer a mesma coisa com humanos. Seguir apenas um indivíduo não é muito aconselhável, já que você pode acabar em qualquer lugar.
Mas seguir uma multidão no final da tarde pode fazer com que você encontre uma estação de transporte. No período da manhã, deve-se andar contra o fluxo para encontrar essas estações.
5 – Alinhamento da estrada

Estradas não surgem de maneira aleatória. Elas crescem para transportar o tráfego e se alinham de diferentes maneiras, dependendo se você está no centro ou na periferia da cidade.
No norte ou sul da cidade, as principais estradas tendem a ser alinhadas no sentido norte/sul. No noroeste ou sudeste, elas costumam ser alinhadas no sentido noroeste/sudeste. É por isso que mapas de estradas em grandes cidades mostram um padrão radial.
Esse fato pode parecer óbvio, mas poucas pessoas percebem isso quando se sentem perdidas em uma grande cidade.
6 – Nuvens

Uma boa maneira de não perder seu senso de direção é observando a direção em que as nuvens estão se movendo. Isso porque o vento empurra as nuvens de maneira relativamente constante.
Isso pode funcionar em viagens de ônibus ou metrô por uma cidade, por exemplo. Olhe para cima antes de embarcar, e lembre-se da direção das nuvens. Quando você chegar em uma parte estranha da cidade, olhe para cima novamente e você será capaz de descobrir em que direção você está. [BBC]
Fonte: http://hypescience.com/6-maneiras-de-nunca-se-perder-na-cidade-sem-gps/

Mulher, adorável mulher !

Existe coisa mais linda que uma mulher ?
Sou suspeito para falar pois as admiro e amo tanto, que às vezes sinto as duas coisas juntas e sem querer, de pronto, me ponho a sorrir e sonhar.
Mulher, vejo-a desde pequenina como uma bonequinha embalando uma outra, em escala bem menor, fazendo-se de mãezinha, o olhar inocente já compenetrado e zeloso de quem vai construindo nesses primeiros e singelos gestos, um futuro cheio de graça e harmonia.
Logo depois essa menina num repente transforma-se numa adolescente perfumada, uma
flor pronta pra ser colhida, aspirada, afagada, amada por homens, tão simples como eu.
Jovem deusa que nos cativa com um breve olhar, com seu sorriso envolvente, o jeito particular de mexer nos cabelos, o corpo insinuante no caminhar decidido de quem sabe certamente aonde chegar.
Generosas, deixam-se amar, e aí vem o momento mais bonito, o da mãe gerando o fruto mais querido, a barriga sobressaindo nas batas, nos vestidos larguinhos, remando devagarinho, por meses, com paciência inata. Existe fase que cause mais encantamento, que um ser abençoado, doando-se tranquilamente, pronto a inscrever mais uma vida no firmamento ?
 Com minha mãe também foi assim, nas tres etapas da vida.
Fui seu filho, o primeiro, imagino tudo porque passou até o meu nascimento, hoje sei que não foi fácil, mas que me acariciou desde o começo, dentro e fora do seu ventre bendito;
me ensinou com murmúrios a falar na sua própria linguagem, desenvolveu com tato e carinho os meus sentidos, todos, e assim me ensinou música a partir das suas cantigas de ninar, despertou em mim a poesia, a alegria de brincar na chuva, de correr contra o vento, de sentir o cheiro de orvalho nas plantas, de gostar do calor no verão, e de também saber apreciar o frio no inverno, acordar pra assistir ao nascer do Sol sobre a montanha e de vê-lo esconder-se de tardinha no mar; e sobretudo me ensinou a rezar, e agradecer por tudo isso no mágico pulsar da hora do ângelus.
 Assim foi minha mãe, uma mulher e tanto !
E assim, foi sem querer, também o meu primeiro amor.
Mulher, adorável mulher, que na sua santa sabedoria tanto me ensinou, e parece até que
nesse afã se esquivou de me dizer que um dia iria me deixar, ou melhor, nada falou apenas para me poupar dessa dor.
Mas felizmente a vida continua e outras mulheres ao meu lado agora estão.
Namorei, me apaixonei, me casei, e tenho também uma filha igualmente maravilhosa,
tudo muito lindo como narrei desde o começo.
E tenho ainda voce, que me lê, voce, minha amiga, minha irmã, você que me compreende mais que tudo, sensível e forte, inscrita no jogo da vida para o que der e vier, você, mulher, adorável mulher !
Nilson Ribeiro, poeta ao acaso desde menino, fluminense de 57 anos, dos quais 42 de labuta, lidando com gente de todo quilate, fiz disso inspiração diária pra aguentar os trancos da vida.

Exercícios de estimulação - Alzheimer

 
Fonte: http://www.slideshare.net/Helena13dias/exerccios-de-estimulao-alzheimer

Manual Memória Arte e Sucata, dedicado aos familiares e cuidadores dos portadores de demência

 

Se encontrar dificuldades em ler aqui no blog, acesse o link abaixo e veja na minha página no Slideshare: http://www.slideshare.net/ycaro1201/exerccio-alzheimer

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Uso excessivo de eletrônicos pode cansar a vista; saiba como evitar o incômodo

  • Internauta utiliza computador em ambiente escuro; prática cansa os olhos mais que o normal Internauta utiliza computador em ambiente escuro; prática cansa os olhos mais que o normal
As pessoas cada vez mais têm acesso a conteúdos em telas: seja no monitor do computador, na tela de um smartphone ou, mais recentemente, com os tablets ou leitores eletrônicos. Uma reclamação comum dos usuários desses aparelhos é o cansaço proporcionado pela tela dos aparelhos. No entanto, segundo especialistas consultados pelo UOL Tecnologia, o incômodo na visão não é causado pela tela em si, mas pelo tempo que o usuário fica exposto à luz do display.

Cuidados que os usuários devem tomar

Pessoas que sentem os olhos “secos” na frente do monitor devem usar algum tipo de colírio para lubrificar a vista.

É importante que o usuário procure a orientação profissional de um oftalmologista antes de optar por um produto específico
Evite utilizar, por muito tempo, o computador, tablet ou smartphone em ambientes pouco iluminados
Além da iluminação, é importante que o ar condicionado do ambiente não deixe o local muito seco, pois isso ajuda a deixar a vista seca.

O mesmo vale para ventiladores: evite que o aparelho fique ligado diretamente na sua direção, sobretudo na altura dos olhos
De hora em hora, é importante que quem trabalha em frente ao computador tenha alguns minutos de descanso
Ao usar óculos 3D compartilhados, certifique-se que o acessório esteja bem higienizado
“O que cansa os olhos são os grandes contrastes. Por exemplo, se alguém trabalha com papel branco sobre uma mesa preta, ficará com a visão cansada após pouco tempo de trabalho”, afirma Paulo Augusto, oftalmologista e professor da Unifesp.
O mesmo, explica o professor, acontece com os monitores e tablets. Ao utilizar um desses equipamentos que emitem luz direta nos olhos do usuário, em um ambiente completamente escuro, a vista cansará mais rapidamente pelo fato de o contraste ser grande.
Além do ambiente, outro fator agravante é o tempo de uso do computador. A tela, em si, não causa problemas. Mas o uso de um computador ou de um tablet por algumas horas seguidas e sem descanso pode trazer complicações para o usuário.
A questão do excesso de tempo de exposição dos olhos a telas emissoras de luz é parecida com a de qualquer outro trabalho: em excesso, sempre fará mal. “Se você ficar lendo por quatro horas seguidas, após um tempo você ficará fadigado. O mesmo acontece com o uso do computador”, explicou Augusto.
Os smartphones – com tela menor que as de computadores tablets ou de monitores convencionais – também merecem a atenção dos usuários. “Esses aparelhos, por terem telas pequenas, exigem maior esforço visual. Portanto, o uso contínuo e intenso pode causar desconforto mais facilmente”, explicou Aderbal Alves, presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.
O cansaço pode causar no usuário dor de cabeça ou irritação nos olhos – o mais comum é que os olhos comecem a apresentar vermelhidão. Esses problemas podem ser potencializados caso a pessoa esteja usando lentes corretivas com graduação errada. As consequências são as mesmas, mas a sensação de cansaço é “sentida” mais rapidamente.
Outro problema relacionado ao uso do monitor é a concentração do usuário na tela. Ao usar por muito tempo o computador, a tendência é que ocorra a diminuição da frequência de piscadas. “Quando os olhos ficam muito tempo sem piscar, o usuário pode ter a lubrificação da vista prejudicada”, disse Alves, da Sociedade Brasileira de Oftalmologia
Vídeos 3D
Outra tecnologia que também é alvo de críticas por causar cansaço nos olhos é a 3D. Apesar de, em alguns casos, os conteúdos incomodarem, não há problemas em ver vídeos com os efeitos.
“Por enquanto não há estudos que comprovem que vídeos 3D façam mal para os olhos. Valem os mesmos cuidados para o monitor comum. O único cuidado especial que o usuário deve ter é com a conjuntivite, que pode ocorrer em função do uso de óculos não higienizados corretamente”, disse Augusto.
E-readers
Leitores eletrônicos, como o Amazon Kindle, oferecem a vantagem de terem as telas feitas com “tinta eletrônica”, um tipo de impressão que simula o papel. Essa característica proporciona uma leitura mais confortável, pois não há emissão de luz intensa como em monitores ou tablets. No entanto,os cuidados com esse tipo de aparelho são os mesmos: quanto mais tempo olhando fixamente para a tela, mais fadiga terá o usuário.
Fonte: http://tecnologia.uol.com.br/ultimas-noticias/redacao/2011/10/17/uso-excessivo-de-eletronicos-pode-cansar-a-vista-saiba-como-evitar-o-incomodo.jhtm

No ar, mais uma edição da Rádio Sucupira (28/10/2011)

O triste fim de nosso primeiro porta-aviões

O Navio-Aeródromo Ligeiro Minas Gerais (A-11), que serviu em três marinhas de guerra ao longo de cinquenta e seis anos e foi primeiro porta-aviões da Armada brasileira, encontrou seu fim ao lado de tantos outros bravos guerreiros do mar: nas impiedosas praias de Alang, na Índia, maior centro mundial de sucateamento de navios.

No Reino Unido: símbolo de liberdade

O HMS Vengeance (R-71) foi construído entre 1942 e 1945, no Reino Unido, para ser usado contra os japoneses, no Pacífico mas não chegou a entrar em combate: estava em Sidney, na Austrália, quando veio a paz.
Primeiro navio britânico a entrar em Hong Kong após o armistício, foi onde os japoneses assinaram sua rendição e serviu de base aliada para a reconstrução da cidade. Durante muitos meses, foi o símbolo mais concreto e visível que a guerra finalmente terminara e que a vida, em breve, voltaria ao normal. Até hoje, o Vengeance, o nosso Minas, é lembrado com carinho pela população de Hong Kong.
HMS Vengeance, futuro NAeL Minas Gerais, a serviço da Marinha Britânica.
HMS Vengeance, futuro NAeL Minas Gerais, a serviço da Marinha Britânica.

Na Austrália: substituto temporário

Teve curta carreira na Marinha Britânica. Em 1952, foi emprestado à Marinha Australiana por quatro anos. Os australianos tinham comprado um porta-aviões britânico cuja construção estava bastante atrasada: “vai usando esse aí enquanto o seu não fica pronto”, disseram os ingleses.
Agora com o novo prefixo HMAS (Her Majesty’s Australian Ship), o Vengeance de novo quase entrou em combate, na Guerra da Coreia, chegou a ser preparado e tudo, mas mandaram outro navio.
HMAS Vengeance, a serviço da Austrália.
HMAS Vengeance, a serviço da Austrália.

No Brasil: orgulho da frota

Devolvido ao Reino Unido em uma época de vacas magras e cortes orçamentários, o Vengeance foi decomissionado e acabou vendido ao Brasil por nove milhões de dólares. Era uma época de euforia por aqui. Estávamos construindo uma nova capital e, agora, comprávamos um porta-aviões, o primeiro de uma Marinha latino-americana. (Além disso, JK tinha enfrentado forte oposição das forças armadas e o Minas era uma excelente maneira de ganhá-las com mel, não com vinagre.)
Rebatizado Navio-Aeródromo Ligeiro (NAeL) Minas Gerais (A-11), ele nos deu cinquenta anos de serviços. Foi o capitânia (ou seja, o navio mais importante) da Armada Brasileira. Entrávamos assim no seletíssimo grupo de países com porta-aviões, grupo que hoje inclui somente nove membros.
A diplomacia e o comércio internacional, sem forças armadas por trás, são somente exercícios de retórica. O Brasil sempre soube que não podia ter forças armadas capazes de encarar os Estados Unidos, mas que não podia se dar ao luxo de não ter forças armadas capazes de projetar nosso poder em Angola ou na Argentina. Na verdade, forças armadas são o único tipo de seguro que uma nação pode ter: você gasta aquele dinheiro e torce pra não usar.
Clássica, linda foto do NAeL Minas Gerais, capa da falecida Revista Manchete.
Clássica, linda foto do NAeL Minas Gerais, capa da falecida Revista Manchete.
Voando em formação.
Voando em formação.
O Minas, em casa.
O Minas, em casa.

Uma espada nunca desembainhada

Felizmente, nunca precisamos usar o bravo Minas Gerais. O mais perto que chegamos disso foi durante a Guerra da Lagosta, quando toda a Armada foi mobilizada para encarar os franceses, mas o Minas, recém-chegado, ainda não estava em condições de se locomover.
Cinquenta e seis anos depois de construído, o Minas foi decomissionado em 2001. Era o último dos porta-aviões ligeiros da Segunda Guerra Mundial ainda ativo e também o mais antigo porta-aviões em operação. E, mesmo tendo passado por três marinhas em um século convulsionado, na interessantíssima expressão inglesa, never fired a shot in anger, ou seja, “nunca disparou irritado”, querendo dizer que jamais participou de combates e todos os tiros que disparou foram em treinamentos ou simulações.
A bandeira brasileira é arriada pela última vez no NAeL Minas Gerais
A bandeira brasileira é arriada pela última vez no NAeL Minas Gerais.
O Minas, já sem o número A-11 pintado no casco, saindo rebocado do Rio de Janeiro em sua última viagem.
O Minas, já sem o número A-11 pintado no casco, saindo rebocado do Rio de Janeiro em sua última viagem.

Um novo capitânia que conduz mas não é conduzido

O atual capitânia da Armada brasileira é o Navio-Aeródromo (Nae) São Paulo (A-12), hoje o maior navio de guerra do hemisfério sul. Comprado em meio a muita polêmica em 2000, o São Paulo foi, durante quarenta anos, o porta-aviões Foch, da Marinha Francesa, onde participou de diversas ações de combate, no Iêmen, Djibuti, Líbano, Líbia e Iuguslávia. Que tenha vida mais pacífica no Brasil!
Fevereiro de 2001, acontecimento raro: NAeL Minas Gerais (A-11) e Nae São Paulo (A-12) navegam juntos.
Fevereiro de 2001, acontecimento raro: NAeL Minas Gerais (A-11) e Nae São Paulo (A-12) navegam juntos.
Nae São Paulo realizando docagem no Arsenal de Marinha. E você achava que era difícil encaixar na sua namorada!
Nae São Paulo realizando docagem no Arsenal de Marinha. E você achava que era difícil encaixar na sua namorada!
Nae São Paulo (A-12), em toda sua glória.
Nae São Paulo (A-12), em toda sua glória.

Como um cão sacrificado

Enquanto isso, ninguém quis o velho Minas, onde tantos homens suaram por tanto tempo. A associação de ex-tripulantes britânicos tentou comprá-lo, para que fosse um museu flutuante, mas não conseguiram levantar o dinheiro. (Essa página traça uma cronologia dos últimos meses do Minas e dos muitos esforços para salvá-lo.) Em julho de 2002, for vendido por cerca de dois milhões de dólares para um estaleiro chinês.
Como um velho cachorro já sem controle sobre as próprias pernas, o Minas Gerais saiu do Rio de Janeiro rebocado, abandonando assim a baía que foi sua casa por quarenta anos, e foi em direção à eutanásia nas areias de Alang, na Índia.
Um dia de trabalho em Alang, o maior desmanche de navios do mundo.
Um dia de trabalho em Alang, o maior desmanche de navios do mundo.
Removendo cabos e amarras, em Alang.
Removendo cabos e amarras, em Alang.
Alang, onde navios vão para morrer.
Alang, onde navios vão para morrer.

A distópica praia de Alang

Alang é um dos lugares mais infernais e desagradáveis, distópicos e apocalípticos do mundo. Quilômetros e quilômetros de praias repletas de destroços, diantes das quais navios desenganados se amontoam, esperando sua vez diante da faca do açougueiro. Então, encalham naquelas areias imundas e são prontamente desmembrados por uma multidão de gente desesperada e desesperançada, sem ferramentas e sem segurança, que se atiram sobre os navios como gafanhotos desesperados.
E esse foi o triste fim do nosso Minas.
O Minas, em frente à Alang, esperando sua vez
Foto de satélite: o Minas, em frente à Alang, esperando sua vez de ser sacrificado.
O Minas, em seus últimos momentos, encalhado, na praia, sozinho.
O Minas, em seus últimos momentos, encalhado, na praia, sozinho.
Como um elefante que vai morrer escondido, longe dos seus.
O Minas, como um elefante que vai morrer escondido, encalhado, longe dos seus.
Depois das hienas, sobra só o resto da carniça.
Depois do repasto das hienas, sobra só o resto da carniça do que um dia foi o NAeL Minas Gerais, capitânia da Esquadra Brasileira.
Fonte: http://papodehomem.com.br/o-triste-fim-de-nosso-primeiro-porta-avioes/

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

domingo, 23 de outubro de 2011

O valor das mulheres - Gardênia


O caso é sério. Um grupo de amigas do tempo de faculdade resolveu se encontrar no Rio de Janeiro para passar um final de semana juntas para conversarem, confraternizarem, relembrar os velhos tempos. Como uma delas mora no norte, duas delas no sul e uma no nordeste, ficou estabelecido que o Rio de Janeiro seria o lugar ideal, mais prático para todas. Todas concordaram e só uma, a que mora em Porto Alegre, confirmou a presença e na última hora deu para trás. Disse que o marido não gostou da idéia e que não via motivo para viajar só para conversar com as amigas. Ela se desculpou e sumiu. Essa história tem, porem, um agravante, ela não trabalha fora, ou seja, depende dele para tudo, inclusive rever as amigas. Lendo isso pensei, então não é só comigo que essas coisas acontecem. Depender de marido realmente é o fim do mundo. Nos tornamos pedintes. Como nunca tive mesada e sou casada com um homem machista, sei o quanto é difícil pedir porque o homem não entende as necessidades de uma mulher. Não sabe, sequer, quanto custa o banheiro de uma mulher. É creme contra celulite, é creme hidratante, para corpo, para os pés, joelhos e cotovelos, colônia desodorante, dois tipos de sabonete, quatro de xampu, creme para amaciar, fora os cremes para o rosto, pescoço e mãos. Imagine ter de pedir dois itens de cada vez. Dá um cansaço... Aí lembrei do tempo em que trabalhava. Foram 14 anos e quando o negocio cresceu tive uma estafa, mas dava conta de tudo. Assumi responsabilidades que não eram minhas, pagava empregado da casa, os fornecedores, representantes, e ainda as peças piloto eram todas feitas por mim, na madrugada, para entrar em linha de produção cedo. Dormia, às vezes, quatro horas por dia e outras, vinte. Era trabalho, trabalho, trabalho. Pagava os cursos dos filhos, colégio, aluguel, folha de pagamento dos funcionários, era uma vida muito louca. Trabalhava inverno no verão, pois em janeiro os representantes já estavam com as coleções da próxima estação nos seus show-rooms. Era preciso ter muita inspiração. Vivia no piloto automático. E os filhos em três etapas de idade diferentes, inclusive um bebê.que me acompanhava às visitas de fornecedores, compras de aviamentos. Certa ocasião coloquei o cestinho dela em uma bancada e ouvi quando alguém chegou e gritou: Meu Deus, esqueceram um bebê aqui! É minha, respondi. Era confuso, mas era  bom. O dinheiro entrava, dava conta de tudo direitinho. Só errei numa coisa, não pensei na minha aposentadoria, não fiz poupança e quando parei de trabalhar não deixei dívidas. Nunca me preocupei com dinheiro porque o meu investimento maior eram os filhos. E até o marido, se precisasse de um apoio financeira, sabia onde procurar. Era só abrir o arquivo. Minhas filhas estavam tão acostumadas a me pedir tudo que no dia que falei que de agora em diante é com o pai de vocês, pois não trabalho mais e não ganho mais, a mais velha ficou tristinha. Não estava acostumada a pedir nada para o pai. E a menor, então, nem se fala. E logo começaram os desentendimentos por causa de dinheiro, mas agora, algo de novo aconteceu. Um anjo me deu asas e estou voltando a voar. Sem depender do marido, e como não sou muito dispendiosa, tenho dinheiro para tratar dos meus bichos de estimação, para os seus florais, para os meus cremes, meus veneninhos para emagrecer, que toda mulher gosta, vestuário e já está de bom tamanho.  Não tem mais brigas, saímos juntos e hoje ele até gosta de ir ao shoping. Essa sensação de liberdade não tem preço. Tudo graças ao meu anjo que me entende como ninguém. E cheguei a seguinte conclusão: não dá pra misturar dinheiro e marido. Os homens pensam assim: o que é meu é meu e o que é dela também é meu. E não tem conversa, eles não gostam de ser responsáveis pelas mulheres. Não digo isso generalizando porque conheço muitos homens que são até bem generosos com suas mulheres e para esses eu tiro o chapéu. Mas pelo sim pelo não, as minhas meninas são muito diferentes. Elas conhecem o valor que têm. Outro dia eu estava parada a cismar e o marido perguntou: o que você está pensando? Respondi: qual será  o meu valor?

sábado, 22 de outubro de 2011

"Minimamente feliz" - Leila Ferreira

A felicidade é mesmo um estado mágico e duradouro ?

A felicidade é a soma das pequenas felicidades. Li essa frase num outdoor em Paris e soube, naquele momento, que meu conceito de felicidade tinha acabado de mudar. Eu já suspeitava que a felicidade com letras maiúsculas não existia, mas dava a ela o benefício da dúvida. Afinal, desde que nos entendemos por gente aprendemos a sonhar com essa felicidade no superlativo. Mas ali, vendo aquele outdoor estrategicamente colocado no meio do meu caminho (que de certa forma coincidia com o meio da minha trajetória de vida), tive certeza de que a felicidade, ao contrário do que nos ensinaram os contos de fadas e os filmes de Hollywood, não é um estado mágico e duradouro.

Na vida real, o que existe é uma felicidade homeopática, distribuída em conta-gotas. Um pôr-de-sol aqui, um beijo ali, uma xícara de café recém-coado, um livro que a gente não consegue fechar, um homem que nos faz sonhar, uma amiga que nos faz rir. São situações e momentos que vamos empilhando com o cuidado e a delicadeza que merecem alegrias de pequeno e médio porte e até grandes (ainda que fugazes) alegrias.

'Eu contabilizo tudo de bom que me aparece', diz Fabiana, também adepta da felicidade homeopática. 'Se o zíper daquele vestido que eu adoro volta a fechar (ufa!) ou se pego um congestionamento muito menor do que eu esperava, tenho consciência de que são momentos de felicidade e vivo cada segundo.

Elis conta que cresceu esperando a felicidade com maiúsculas e na primeira pessoa do plural: 'Eu me imaginava sempre com um homem lindo do lado, dizendo que me amava e me levando pra lugares mágicos Agora, viajando com frequência por causa de seu trabalho, ela descobriu que dá pra ser feliz no singular: 'Quando estou na estrada dirigindo e ouvindo as músicas que eu amo, é um momento de pura felicidade. Olho a paisagem, canto, sinto um bem-estar indescritível'.

Uma empresária que conheci recentemente me contou que estava falando e rindo sozinha quando o marido chegou em casa. Assustado , ele perguntou com quem ela estava conversando: 'Comigo mesma', respondeu. 'Adoro conversar com pessoas inteligentes' Criada para viver grandes momentos, grandes amores e aquela felicidade dos filmes, a empresária trocou os roteiros fantasiosos por prazeres mais simples e aprendeu duas lições básicas: que podemos viver momentos ótimos mesmo não estando acompanhadas e que não tem sentido esperar até que um fato mágico nos faça felizes.

Esperar para ser feliz, aliás, é um esporte que abandonei há tempos. E faz parte da minha 'dieta de felicidade' o uso moderadíssimo da palavra 'quando'. Aquela história de 'quando eu ganhar na Mega Sena', 'quando eu me casar', 'quando tiver filhos', 'quando meus filhos crescerem', 'quando eu tiver um emprego fabuloso' ou 'quando encontrar um homem que me mereça', tudo isso serve apenas para nos distrair e nos fazer esquecer da felicidade de hoje. Esperar o príncipe encantado, por exemplo, tem coisa mais sem sentido? Mesmo porque quase sempre os súditos são mais interessantes do que os príncipes; ou você acha que a Camilla Parker-Bowles está mais bem servida do que a Victoria Beckham?

Como tantos já disseram tantas vezes, aproveitem o momento, amigos. E quem for ruim de contas recorra à calculadora para ir somando as pequenas felicidades. Podem até dizer que nos falta ambição, que essa soma de pequenas alegrias é uma operação matemática muito modesta para os nossos tempos. Que digam. Melhor ser minimamente feliz várias vezes por dia do que viver eternamente em compasso de espera."

Leila Ferreira é jornalista, apresentadora de TV e autora do livro 'Mulheres - Por que Será que Elas...', da Editora Globo

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

O Cão que pega cerveja na geladeira

No ar, mais uma edição da Rádio Sucupira (21/10/2011)

Steve Jobs



    Há uma semana tenho visto estampada nas manchetes do mundo inteiro a triste   
notícia da morte do Steve Jobs... Logo em seguida assisto na TV ao show de um novo astro da música pop Justin Bieber tenta nos consolar substituindo Michael Jackson nos corações jovens dos nossos netos, corações ainda plenos de esperança.
   Mas quem substituirá Steve Jobs e sua invenções fantásticas ? Como será o mundo
virtual sem a sua criatividade ?
  Lembro-me de cada palavra dele naquela palestra de quase 15 minutos em Stanford,
2005, quando acabava de achar que estava curado de um câncer no pâncreas, quando
falava, otimista, em eternos recomeços; uma verdadeira aula sobre a vida, digna de um
gênio.
    A platéia universitária assistia embevecida aos seus três conselhos.
    Na verdade somos dependentes desses homens que falam ao cérebro e ao coração,
agentes transformadores do mundo em que vivemos.
  Ainda concordando com suas palavras, acho que somos mutantes, " tolos e famintos",
superando as crises, que gostam de músicas e invenções, sobretudo quando embaladas com poesia.
  Mutantes que afortunadamente não têm consciência disso, desse aspecto inevitável da vida, senão quando o processo já está em seus estertores finais. Acho que é assim, não
só no plano material quanto no espiritual também.
  Isso porque toda grande mudança acontece de forma gradual e nunca nos incomoda de imediato, não nos despertanto para o fato em si enquanto está embrionário , mas desenvolvendo-se aqui, em nossas mais consistentes entranhas; exatamente como no famoso caso da rã de Olivier Clerc, que se vê cozida viva numa água em fogo brando, e
que acaba morrendo lentamente, de forma confortável, sem esboçar reação alguma.
  O que tem acontecido a nossa sociedade em vários aspectos nas últimas quatro
décadas é uma prova irrefutável disso.
  Como dizia Steve Jobs, "só agora vemos os pontos ligando tudo". E assim o mundo vai se transformando.
  No tempo do ginásio industrial éramos cerca de trezentos meninos, quase rapazes,
alguns com a barba despontando pelo rosto; e desse grupo todo, que vestia macacão
nas oficinas, que jogava bola nos intervalos vagos, e que também paquerava timidamente as professoras, existia um, apenas um que destoava completamente dos demais.
Era o  Alcides, e constituía uma aberração pra nós o seu jeito efeminado, afetado, totalmente
diferente da maioria esmagadora. Incompreendido, e assim perseguido por muitos,
absolvido por bem poucos, admirado por ninguém, ele seguia só..
  De lá pra cá as coisa foram mudando nesse sentido sem que nos déssemos conta.
Pelo mundo todo, nas grandes cidades, milhares de pessoas em passeatas gigantescas lutando pela causa, desfilam com bandeiras multicoloridas..
  Nas escolas, clubes, um bando de meninos com preferência clara por outros meninos,
meigos, delicados, brigam obstinados, enfrentando pais desnorteados, educadores despreparados sem saber direito como ajudar.
  Meninas, de mãos dadas, olhos nos olhos, beijando-se na boca nos bares e restaurantes, plenamente assumidas na sua orientação sexual diante das incrédulas gerações passadas, sentadas boquiabertas nas mesas ao lado.
  Será essa transformação fruto da solidão em que viveram esses meninos e meninas, c/ pais geralmente trabalhando fora, sem poder dar a devida atenção, orientação e carinho necessários ?  Será que isto os levou a um mundo estritamente virtual, a um distanciamento real daquilo que classificamos como comportamento normal e por fim
a esse novo jeito de se relacionar a dois ?
   Não será este o fim da humanidade da forma que conhecemos, como nascerão os
novos seres humanos amanhã ?
   Isso me faz novamente pensar em Steve Jobs, um ícone que investiu tanto do seu
precioso tempo para aprimorar, justo, os veículos de comunicação. Será que estamos
nos comunicando corretamente através dessas ferramentas fantásticas ?
  Penso nisso e fico na dúvida.
  Nessa transmutação toda o que é correto, o que é errado, se o avanço por vezes não
resulta num retrocesso para alavancar um novo começo, mais adequado...
  Já não sei ao certo, nem mesmo se esse fogo brando que está me consumindo nesse
momento é bom ou ruim, se é verdadeiramente o fim ou o início de uma outra era, de um novo estágio.
  Isto por certo Steve Jobs já sabe !
Nilson Ribeiro, poeta ao acaso desde menino, fluminense de 57 anos, dos quais 42 de labuta, lidando com gente de todo quilate, fiz disso inspiração diária pra aguentar os trancos da vida.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

James Blunt - You're Beautiful (Live at the BBC)

Médicos de São Paulo desenvolvem técnica para combater o aumento benigno da próstata

A técnica que o Hospital das Clínicas de São Paulo desenvolveu usa minúsculos grãos de resina que são ejetados em um cateter que entra no corpo do paciente pela virilha e é guiado até a próstata. ´Cientistas americanos anunciaram que tomar café pode reduzir em até 60% o tipo mais agressivo do câncer de próstata. O recomendado são seis ou mais xícaras por dia. Apenas no Brasil, quase mil homens morrem por ano da doença.

Médicos de São Paulo desenvolvem técnica para combater o aumento benigno da próstata

Para onde foram as coxas grossas? - Luiz Fernando Veríssimo

Eu sei que não é a questão mais premente do momento, mas para onde foram as mulheres ancudas e de coxas grossas? O que há alguns anos era um corpo bonito de mulher, hoje não é mais. Durante anos, o padrão de mulher “boa” no Brasil foi a vedete tipo violão, com mais ancas do que peito. Que fim 
as levou?
O ocaso do tipo começou, segundo alguns estudiosos, com a derrota da Martha Rocha por excesso de quadris num concurso de Miss Universo, no tempo em que todo o País acompanhava nossas concorrentes em concursos mundiais de beleza como se elas fossem a seleção. E Martha Rocha era um pouco como a seleção de 50: não podia perder e perdeu, por milímetros. A partir daí, teve-se o cuidado de enquadrar nossas misses nas convenções internacionais de beleza, embora persistisse a certeza de que o padrão violão era melhor e os estrangeiros não sabiam o que estavam perdendo.
Aos poucos, o tipo longilíneo se impôs e hoje nem entre as coristas – ou os travestis, esses nostálgicos de virtudes femininas em desuso – se encontra o formato antigo. Mais uma vitória do colonialismo cultural.
Talvez a evolução do maiô tenha alguma coisa a ver com o fenômeno. O advento do biquíni e da tanga condenou a coxa larga a adaptar-se ou sair da praia, numa amostra particularmente rude de darwinismo social. A transformação da roupa de banho trouxe outros benefícios para a humanidade e seus fundilhos. Você eu não sei, mas ainda peguei o tempo dos calções infantis de pano que ficavam pesados e ásperos quando molhados e cheios de areia, e nos assavam as pernas e as partes. Pomada, muita pomada, e bichos-do-pé eram as consequências de um dia na praia. E por falar nisso, que fim levaram os bichos-do-pé?
Até uma determinada época, os “maillots” das moças eram feitos para disfarçar o fato de que elas tinham sexo. Nós sabíamos que elas tinham, se bem que não tivéssemos muita certeza de como funcionava. E ainda tem gente que suspira e diz “Bons tempos...”.
REDES E VÉUS
Outra coisa que desapareceu: rede de cabelo para homens. Jogador de futebol usava muito. Para proteger o penteado durante o jogo, talvez para melhorar o cabeceio. Quando eu me imaginava como jogador de futebol era com rede no cabelo. E outra: véus rendados tapando o rosto das mulheres. Um resquício de pudor oriental que seguiu o caminho das coxas grossas, dos bichos-do-pé e das redes de cabelo masculinas para o esquecimento.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Joshua Bell, um dos maiores violinista do planeta, tocando no metrô

André Trigueiro faz repensar o consumo

Os Novos Cinquentões - Mário Prata

– Não, não se fazem mais velhos como antigamente.


– É verdade. Não se fazem.


– Veja você. Você está com 54. Lembra quando você era jovem, 54 era um velhinho, não era?


– Avô, avô...


– Então. E as mulheres de 54?


– Bisavós, bisavós...


– Não exagera. Avós, também. Aliás, mulher de 40 já tava velhinha. Todas de preto. Iam à igreja. A mãe da gente tinha 40, né? Era uma santa, né? Imagina se fazia os que as de 40 fazem hoje...


– Onde é que você quer chegar?


– É que a nossa geração mudou tudo. Mudou até a velhice. A gente é de uma turma que rompeu com tudo. Esse negócio de Beatles, Rolling Stone, pílula, tropicalismo, isso fez mudar tudo.


– Prossiga.


– É que a gente mudou os velhos que a gente ia ser. Veja a sua roupa. Você está vestido igual a um cara de 20, 30 anos. Você não está de terno e gravata como os cinqüentões de antigamente.


– Você está é justificando a nossa velhice.


– Que velhice, cara! Você hoje faz tudo que um cara de 20 faz.


– Mais ou menos, mais ou menos.


– A nível comportamental...


– A nível, cara?


– Desculpa, mas comportalmente falando, ficou tudo igual. O cara de hoje, com 50, não se comporta mais como um cara de 50 dos anos 50. Nivelou, entendeu?


– Explica melhor.


– As meninas também. As nossas amigas de 40, por exemplo.


– Melhor não citar nomes.


– É que hoje elas fazem coisas que a gente não poderia imaginar que a mãe da gente fizesse com a idade delas. Estão todas aí, inteiraças. Liberadas, está entendendo? Mandando ver. E nós também. Fora que tem o Viagra que – dizem, dizem – vai segurar mais pra frente.


– Você já usou?


– O quê?


– Viagra.


– O que é isso cara? Ouvi falar, ouvi falar. Mesmo porque não se conhece ninguém no mundo que assuma que já tomou. Parece que existe um acordo lá entre eles. Ninguém conta. É de lei. Mas não desvia o assunto. Eu não estou falando no desempenho sexual. Estou falando de cabeça. Nivelou tudo. E, pra sorte nossa, nivelou por baixo. Veja a roupa do seu filho. Igual à sua. Antigamente um cara de 23 se vestia completamente diferente de um cara de 53. Ou você alguma vez viu o seu pai de tênis? (nem de pênis) Acho que até para jogar tênis ele devia jogar de sapato.


– Se a gente então não está velho, vai ficar velho quando?


– Pois é aí que eu quero chegar. Não existe mais a velhice. Nos anos 60 a gente fez tanta zorra que, sem querer, garantimos o nosso futuro sem velhice. Pode escrever aí. Não existe mais velhice.


– Ficamos imortais?


– Quase. Antigamente o sujeito começava a morrer mais cedo. Ficava uns 10, 15 anos morrendo. Agora não, ela vai ficar até os 80, 90. Daí ele fica doente e morre logo. Acabou a agonia. Pensa bem: a gente está com 50. Temos mais uns 30 pela frente. Firmes. É isso, cara: não existe mais a velhice. E fomos nós que detonamos com ela.


– Mas tem o cabelo branco, as rugas, a barriguinha...


– Detalhes, cara, detalhes. O cabelo branco, a ruga e a barriguinha hoje em dia são encarados como charme. Mesmo porque os cabelos não ficam mais tão brancos como nos nossos pais. E as rugas também. Os velhos estão cada vez com menos rugas. E pra barriguinha estão aí as academias. Tem as fórmulas.


– E isso vale também para as mulheres, né?


– Principalmente. Eu estava falando nas nossas amigas de 40. Pega as de 50. Tudo com corpinho de 30. Cabeça de 20. Tão até melhores do que nós, cara.


– Peraí, a sua namorada não tem nem 30.


– E isso me preocupa. Tem cabeça de 50. De 50 das antigas. O que serve para a nossa geração, não serve para a nova geração. Resumindo: não existe velhice para a nossa geração. A gente batalhou isso. Agora essa nova geração que vem aí vai envelhecer. Se ela quiser continuar a ser como a gente, vai acabar sendo igual aos nossos pais, como diria o grande Belchior.


– Eu não estou entendendo aonde é que você quer chegar.


– Quero chegar nos 90. Me passa o uísque. Me passa o fumo. Me passa o Viagra. Me passa a saudade que eu tenho dos meus 20 anos. Me passa a vida a limpo. E mete os Beatles aí na radiovitrola. Help, please.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Os impressionantes desenhos de Linda Huber, feitos a lápis

Os desenhos de Linda Huber são impressionantes. Feitos a lápis, parecem fotografias  preto e branco, A moça passou por mais de 30 anos para apurar sua técnica, esforçando-se para conseguir detalhes realistas e minunciosos.
Com essa técnica apurada, Linda diz que a paciência é a chave para dar tanto realismo em sua arte. Os retratos são seus trabalhos favoritos, devido às vastas características e traços que podem ser feitos, onde capturar a personalidade da pessoa é sempre um desafio que vale a pena.

Amei seus desenhos, veja a galeria de imagens com vários retratos interessantes, dentre eles os de celebridades como Angelina Jolie, Johnny Depp, Marilyn Monroe.Luz, brilho, tudo perfeito!
Visite sua galeria, tem muitos desenhos bacanas por lá.

Eu ia me esquecendo de falar, em seu site Imaginee, Linda disponibiliza tutoriais de desenho para baixar, pra quem gosta de desenho é uma boa :)

http://midtel.net/~imaginee/

No ar, mais uma edição da Rádio Sucupira. (14/10/2011)


quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Você já viu uma bicicleta que anda sem pneus?

Designer usa fitas de aço temperado no lugar das rodas

por Redação Galileu
Como uma bicicleta com pneus de aço pode ser macia? O designer Ron Arad tem a resposta, ele arranjou tiras de aço temperado de uma maneira a deixá-las com aparência de rodas, onde cada “gomo” formado pelas tiras garantem o conforto. Os responsáveis pelo projeto dizem que ela fica melhor conforme o ciclista aumenta a velocidade das pedaladas.
Editora Globo
Até 29 de outubro, os hóspedes do W Hotel em Londres poderão pedalar sobre as 18 faixas de metal arranjadas em forma de flor. A bicicleta levou duas semanas para ser finalizada e, dizem os designers, funcionou bem logo da primeira vez.
Editora Globo
Fonte: http://twurl.nl/fvbs5v

Surpresas de um amor ligeiro - Mauro Castro

Tudo levava a crer que aquela seria a melhor corrida do dia. Antes de embarcar no táxi, a mulher explicou que precisava ir a mais de 10 endereços, em vários pontos da cidade. Edifícios comerciais, de escritórios. Demoraria pouco tempo em cada lugar. O taxista vibrou: a corrida valeria pela féria de um dia inteiro!
Logo, porém, o taxista percebeu que aquela empreitada poderia render-lhe mais que uma boa soma em dinheiro. Já nas primeiras etapas da longa corrida, taxista e passageira passaram a conversar como se fossem velhos amigos. Houve uma identificação instantânea. Não tardou a darem as primeiras gargalhadas, trocarem as primeiras confidências. A química do amor estava acontecendo.

A cada nova parada, o taxista ficava mais excitado. Quando via a passageira voltando para o táxi, seu coração disparava. Ela mostrava-se ainda mais empolgada. Contou que fazia a corrida toda a semana, sempre com um taxista diferente, mas de agora em diante seria sempre com ele. Dizia isso olhando no fundo dos olhos do taxista, como que antevendo os momentos mágicos que passariam juntos.


Depois de visitar o último endereço de sua longa lista, a passageira voltou e sentou no banco da frente. Pousando a mão sobre a perna do taxista, pediu que ele a levasse até um determinado shopping. Queria comprar um presente para ele. Depois, queria que ele a levasse a um lugar sossegado, para que ficassem a sós.


Enquanto esperava no estacionamento do shopping, o taxista ligou para a esposa dizendo que trabalharia até mais tarde. Colocou um chiclete na boca, penteou-se, reforçou o desodorante. Por fim, reclinou o banco e relaxou.


O taxista acordou com o vigilante avisando que o estacionamento estava fechando. Era tarde, não tinha mais ninguém no shopping. Ele só se convenceu de que a passageira o havia passado para trás quando um colega confessou que tinha caído no mesmo golpe da bonitona que usa os taxistas para distribuir drogas pela cidade e some sem pagar a corrida. 

Fonte: Blog Taxitramas  http://taxitramas.blogspot.com/2011/09/surpresas-de-um-amor-ligeiro.html

Jaula para bebês, arma de cano curvo e outras invenções inúteis

As seguintes invenções serão lembradas, não por terem mudado a história, mas por serem estúpidas


A jaula para bebês, 1937
As jaulas de metal foram distribuídas a membros do Clube do Bebê de Chelsea, em Londres que não tinham jardins ou escrúpulos de colocar uma criança em uma caixa pendurada acima de uma rua movimentada. É desnecessário dizer que elas não deslancharam como mecanismo para o cuidado infantil.

Segurador de bebê, 1937
Jack Milford (direita), jogador do Monarcas de Wembley, time de hóquei no gelo, inventou um mecanismo para que seu bebê pudesse se juntar a ele e à mulher na pista de gelo. Quem não gostaria de levar algo tão frágil quanto um bebê a uma superfície dura como pedra e com pouquíssima fricção?

Refreador de cachorro, 1940
Isso não é mais encontrado em pet shops.

Sutiãs de taça, 1949
Charles L. Langs posa com sua criação, os sutiãs sem alça, sem parte de trás, sem fio e sem suporte. Sua mulher parece desconfiada.

Arma de cano encurvado, 1953
Essa sub-metralhadora M3 tinha um cano curvado permitindo que se atire em esquinas. É a arma perfeita para aquele cara que gosta de “atirar primeiro e ver no que está atirando depois”.

Piteira para dias de chuva, 1954
O presidente da empresa Zeus Corp., Robert L. Stern, fuma um cigarro com a piteira para dias de chuva que ele próprio desenhou.

Pneus iluminados, 1961
Uma mulher ajeita sua meia-calça à luz dos pneus iluminados da Goodyear. O pneu é feito de um material de borracha sintética e é acesso por bulbos montados dentro do aro da roda.

Forno externo para assar peru, 1966
Você quer realmente causar uma boa impressão com a família do seu marido nesse Dia de Ação de Graças? Tente desenterrar um desses no eBay.

Seios com batimento cardíaco, 1963
Um par de seios artificiais com um batimento cardíaco interno, uma invenção do Japão, voltada para ajudar crianças muito pequenas a dormir.

Bolsa anti-bandido, 1963
O inventor John H. T. Rinfret faz uma demonstração da bolsa anti-bandido. Para evitar ladrões a corrente é puxada e o fundo da pasta cai, espalhando o conteúdo. Isso vai impedir os ladrões de levarem o seu dinheiro! Não, espera. Não vai.

Eletromedidor de Hubbard, 1968
O escritor de ficção científica americano e fundador da Igreja de Cientologia L. Ron Hubbard usa seu eletromedidor para determinar se tomates sentem dor. Seu trabalho o levou a conclusão de que tomates “gritam ao serem cortados”.

Capuz de banho, 1970
Para a mulher que não gosta de lavar do rosto a maquiagem. O conceito na verdade tem algum mérito, mas o capuz de plastico simplesmente não fez sucesso com as mulheres.
Fonte: http://opiniaoenoticia.com.br/cultura/jaula-para-bebes-arma-de-cano-curvo-e-outras-invencoes-inuteis/#.TpHfMrCnJtA.facebook