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quarta-feira, 7 de março de 2012

Simplesmente Mulher! por Ana Maria Reis Campos


"Talvez os sexos estejam mais relacionados do que cremos, talvez
a grande renovação do mundo consista em que o homem e a mulher
livres de falsos sentimentos e inibições se busquem um ao outro, não
como opostos, mas como irmão e irmã, como vizinhos, como amigos
e se reúnam como seres humanos para, simples e seriamente, suportar
em comum o difícil sexo que foi depositado neles."( R. M.Rilke)



                    Simplesmente Mulher!



Na luta diária pela sobrevivência, empunhando a bandeira da liberdade, resgatando os seus direitos, na busca incessante de seus ideais, ressurge e inova a mulher deste milênio.
Esculpida pelas transições e preconceitos, a sociedade se transformou, projeta em todos os seus segmentos, a presença bela e marcante da mulher, que se transcendeu e chega aos dias de hoje com o devido respeito e papel, que lhe é pertinente e merecido pelo corpo social.
A participação da mulher na economia é uma necessidade objetiva de toda a sociedade, assim como, uma condição indispensável para a libertação da própria mulher. A luta não é fácil, porque estamos tratando de transformar idéias seculares.
Cabe a nós, mulheres, a responsabilidade de transmitir e modificar o mundo com competência ( atributo natural da maturidade) e determinação; fortalecer os grupos e entidades; trabalhar com fidelidade, dedicação e sobretudo com "Ética, em todos os aspectos da vida.
Em todos os tempos, haverá mulheres de destaque, a renovar, inovar e exigir a nossa presença, procurando vencer os obstáculos, que nos são propostos. Como já dizia Marilyn Monroe:
"Algumas vezes me convidavam a certos lugares para adornar um jantar, como se convidaria um místico para que tocasse piano após o jantar. E uma pessoa percebe quando não é convidada por si mesma, mas que é considerada como objeto de decoração".
Dia 08 de março é a data, que se comemora e enaltece a mulher. De mãos dadas, unidas e ungidas em um mesmo ideal, cantemos uníssonas: "salve o símbolo da paz e do amor: a Mulher!"
É nosso dever valorizar o ser humano, os direitos e garantias de cada indivíduo, corroborados na dignidade do ser humano e demonstrar que, com fé, solidariedade e fraternidade, nosso solo será fértil, fecundo e germinará o amor e o espalhará por toda a terra. Assim já insurgia a famosa Simone de Beauvoir:
"É suficiente transformar as leis, instituições e os costumes, a opinião pública e todo o contexto social, para que os homens e as mulheres se convertam realmente em iguais?"
E ainda, como já dizia a ex - ministra da Inglaterra, Margaretch Tacher, em um de seus discursos, onde declara um panegírico à mulher, com muita coragem e exatidão: "Se você precisar de alguém que fale, chame a um homem. Se você precisar de alguém que faça, chame a uma mulher". Assim será no mundo inteiro. As mulheres fazem, transformam os acontecimentos e ainda formam e sustentam a base de todas as famílias, educando - as e inserindo - as em toda a sociedade.
Há santas como Terezinha do Menino Jesus, que deixou a história de uma alma. Religiosa, que soube amar a Deus e fazer o Bem na terra. No mesmo sentido, também temos, Madre Tereza de Calcutá, que nos irradia tanta beleza e sabedoria. Todavia já indagava George Sand, o espírito feminino:
                                 "Serás tu para mim um apoio ou um amo?...Acaso te educaram na convicção de que as  que as mulheres não têm alma?...Serei tua companheira ou tua escrava? Me desejas ou me amas?".
Na história política da Argentina, também temos a figura marcante de Evita Perón, que símboliza o mito (a existência da individualidade no fato da história) da mulher, que soube amar e trabalhar para o seu povo. Se fossemos enumerar as inúmeras façanhas das mulheres não haveria espaço o suficiente, pois seria muitas das vezes discorrer sobre o nascedouro de um Homem. E o mundo se torna pequeno perante a inteligência, a coragem e a determinação das mulheres.
E por esse contexto, já salientava a brilhante Virginia Wolf,que:"Se vivemos mais um século, e falo da vida comum, que é a real, não de nossas pequenas vidas separadas, que vivemos individualmente e dispomos de nossa renda anual e de nosso espaço habitável individual e nos acostumamos à liberdade e ao valor de escrever exatamente o que pensamos...se enfrentamos o fato, porque é um fato, de que relacionamos com o mundo da realidade e não apenas com o dos homens e mulheres, então teremos chance...e então aquela irmã poeta, que Shakespeare teve sem que ninguém soubesse, poderá voltar a nascer e escrever suas poesias...e por isto vale a pena que nós trabalhemos agora, mesmo na pobreza e na obscuridade."
Liberdade!... valeu a pena esperar...Fazemos parte do universo, que veio ao mundo para aprender a amar e servir.
Parabéns amigas e mulheres do nosso Brasil, e do mundo inteiro!!


A. M. R. Campos
Natural de Uberaba - MG, reside em Ituiutaba MG - Professora, formada em Licenciatura em Letras pela UEMG. Pós - graduação em Filosofia.

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